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Jambeiro, o show!
A primeira vez que ouvi Renata Jambeiro foi numa “canja”. Algo bem informal. Ela gentilmente cantava na festa de aniversário de uma amiga em comum. Até então, não conhecia a sua voz. Desde aquele dia, que não é demais dizer que foi maravilhoso, acompanho atentamente a trajetória de sucesso da cantora, coreógrafa, bailarina, estudante, (Ufa, quanta “coisa” ela consegue ser!). O sucesso, aliás, é bem merecido, registre-se. Digo isso porque, mesmo nós que estamos fora do meio, temos idéia do quão árdua é a luta do artista pelo reconhecimento de seu trabalho. Principalmente no Brasil, onde, por vontade e força da mídia, cultua-se inúmeros ídolos de areia que não resistem a primeira onda, em detrimento das boas obras. Essas, comumente relegadas, ficam restritas aos guetos “cults”. Ainda bem, diga-se de passagem, que esse não é o caso de Renata Jambeiro que, com seu inegável carisma, vem conquistando cada vez mais espaço nos veículos de comunicação. O que mais chama nossa atenção para Jambeiro, além da energia que transborda e do carisma que nos traga de forma irremediável, é a presença de palco. Ali, ela é soberana. Até mesmo quando, em determinado momento do espetáculo, os dançarinos fazem uma belíssima coreografia, ela continua dona absoluta do palanque. No show de lançamento do primeiro CD, “Jambeiro”, ocorrido em 06 dezembro de 2007, na Sala Plínio Marcos da Funarte, o público pôde constatar mais uma vez o crescimento de Jambeiro. Em que pese a natural ansiedade que toda estréia provoca, a artista esteve soberana e segura, frutos do trabalho árduo realizado no decorrer dos seis anos de carreira. No show mais recente, cheio de referências e com participação de gente do “nipe” de D. Ivone Lara, Espaço BrasilTelecom, enganou-se quem saiu do teatro afirmando ter visto o espetáculo na íntegra. Ninguém vê o show de Jambeiro integralmente, porque na fração de segundos necessários ao piscar de olhos perde-se alguma performance, um passo diferenciado, um gesto; considerando que o show não se repete em momento algum, tampouco tem aquele ponto baixo comum a esse tipo de evento. Renata Jambeiro segura a “peteca” do início ao fim. Atento aos comentários após o show, lembro-me que, enquanto eu e minha esposa esperávamos o manobrista trazer o carro, um grupo de pessoas, animado com o que tinha visto, seguramente pela primeira vez, tecia entusiasmado, comentários elogiosos ao desempenho de Jambeiro. Prova de que seu trabalho está sendo muito bem recebido pelo público. O caminho é longo, e Renata, certamente, ainda encontrará muitas pedras no caminho até chegar ao seu destino, mas nada que uma guerreia não consiga superar. Registre-se, ainda, com muita justiça, o desempenho da banda que acompanha a artista nos palcos. Sem medo de me equivocar, posso afirmar, com toda propriedade, que ela está a altura do talento da cantora brasiliense. Jambeiro é digna e merece o nosso aplauso. José Maria Alves Nunes Escrito por Zé às 20h11
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Aviso Cuidado! Não vá entrando assim, despudorado Meu coração é terra estranha pode até ser campo minado. Talvez seja prudente medir bem os passos e não se deixar levar pela beleza dos riachos, mansos regatos e o cantar de passarinhos. Escrito por Zé às 22h45
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O teu olhar no meu Desconcerta-me o teu olhar firme, indecifrável, Escrito por Zé às 18h38
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Armadilha Foi tentando roubar teu coração que fiquei preso no visgo de tua saliva Escrito por Zé às 16h36
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?? Com breve aceno, assim, quase com descaso, como se nosso caso fosse obra do acaso, fizeste de tudo pretérito. Agora o que fazer dessa saudade, desse cálice transbordado de angústia, da solidão do quarto vazio, do cio? Que fazer desses versos toscos de tão ingênuos, imbecis Onde desaguar as águas amargas desse rio? Que destino dar aos teus CDs de blues, aos cactos, trapos, perfumes intactos, e à fotografia enquadrada sempre à meia luz? Escrito por Zé às 18h58
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Quadro O nosso amor está emoldurado e pendurado à parede natureza morta um quadro de medidas exatas Escrito por Zé às 21h18
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Fascínio Aonde quer que eu vá o brilho de certos olhos verde-azulados me alcança e exerce sobre mim o seu fascínio. Por mais que eu tente escapar, todas as rotas de fuga, todos os atalhos, me conduzem ao seu encontro. Escrito por Zé às 12h32
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Enquanto te espero O sol desce célere e o arrebol avermelhado anuncia uma noite fria. No bar à beira mar em que me encontro começam a chegar algumas pessoas. Parecem vindas diretamente do trabalho para um “happy Hour” com os amigos, pois, juntam-se em grupos. As conversas descontraídas e as risadas invadem todos os cantos, mas a mim não incomodam, ensimesmado, envolvido em meu mundo, não tenho ouvidos. Peço mais uma água tônica, a terceira. Nessas horas até bate um arrependimento por ter largado o cigarro; com certeza um trago agora me acalmaria os nervos, me faria relaxar. Uma gaivota pia, e o menino recolhe a pipa amarela que bailava no contraste azul do céu sem nuvens, a noite cai. Diante da proximidade do horário marcado para nosso encontro aumenta minha ansiedade. Um frio catarinense percorre minha barriga, minhas mãos inquietas suam. Meu nervosismo é evidente. Sinto-me um tanto ridículo por me comportar assim. Esboço um sorriso. Meneio a cabeça negativamente. Onde já se viu? Certamente, quando chegares, saberei me comportar diante de ti. Nenhuma atitude infantil, palavra descabida ou acesso de timidez irromperá; afinal, não sou mais nenhum adolescente; infelizmente. Então porque essa inquietação? Direi o que penso e desejo com clareza, nenhum temor embargará minha voz. As palavras fluirão naturalmente. Minhas mãos, tranqüilas, não me parecerão objetos estranhos, desgarrados de meu corpo. Saberei exatamente onde repousá-las. Meus gestos e sorrisos serão comedidos, para que não te assustes. Nenhum sorriso amarelo nem palavras que te façam corar. Encontrará em meu olhar a confiança de quem sabe o que quer. Não deixarei “i” sem pingo. Pronunciarei todas as sílabas como se as soletrasse. Serei claro ao falar de meus sentimentos. Não deixarei nenhuma dúvida sobre meus propósitos e não me afobarei ao ponto de tornar-me um tagarela. Abrirei parênteses, aspas, e deixarei algumas reticências para que mais te reveles. Na imensidão verde-azulada do mar de teus olhos mapearei os pontos navegáveis. Só lançarei âncoras em portos seguros, onde depois me banharei sem maiores pudores. Assim será. Claro! Não sou mais nenhuma criança. Enquanto espero, leio as horas a cada segundo como se fosse um jovem adolescente lançando-se às primeiras aventuras. O garçom parece perceber minha aflição. Acho que vou pedir uma bebida quente. Qualquer uma que me acalme esses batimentos cardíacos, entretanto, que não contenha nenhum composto afrodisíaco. Preciso me acalmar. Depois do primeiro trago, impaciente, chego a duvidar que você venha. Porém, ao levantar minha cabeça mais uma vez depois de ler as horas, vejo que te aproximas. Meu coração parece querer sair pela boca. Seus olhos verde-azulados, cristalinos, me fitam. E agora, que fazer dessas mãos enormes? Escrito por Zé às 22h30
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Mágoas Do sal de tua lágrima me alimento por isso te magôo, atordôo causo sofrimento. Induzo-te à dor a todo instante abro feridas em tua alma porque ver-te em suplícios me acalma Escrito por Zé às 21h48
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Até o fim Dar de mim o sal diluído em gotas ínfimas cristalinas até cair ao solo o meu corpo inerte a matéria prima e alimentar os vermes famintos cumprir sua sina Escrito por Zé às 19h54
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Presença Chegaste como a chuva no sertão Foto: azaléia - JM
Escrito por Zé às 19h11
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Mergulhos Foto: Flor amor perfeito - JM Escrito por Zé às 12h26
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Enganos
Nos jardins de minha infância a flor mais bela brotava de certa janela. Espreitava-me à passagem depois se recolhia triste orvalhada julgando-se por mim ignorada
Foto: Santa Rita de Cássia - BA / JM Escrito por Zé às 21h32
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05/07/2007 - 21h42m
06 de Julho, uma data especial, nosso amigo poeta completa mais uma primavera. Zé, minha singela homenagem: A não fácil simplicidade Para Jose Maria Alves Nunes Tua poesia encanta Pois cantas em palavras A transparência e a beleza Da tua alma sertaneja Escrito por Zé às 21h24
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Revés
Agora que você se foi resta essa amargura entranhada no peito a solidão desse quarto vazio, o frio a tristeza invencível e minha vida sem eixo Escrito por Zé às 08h33
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