JMpoesias


04/04/2013


Conflito

(José Maria Alves Nunes)

 

O espelho cruel de minha consciência

Insiste em refletir minha imagem.

No instante em que me avisto

Despisto, mudo de lado da rua,

Viro o rosto.

Não estou disposto.

E se me encaro não me reconheço

Pois o homem que dizia não ter preço

Fez-se mercadoria

Expôs-se em prateleiras

Vendeu-se barato

Nada restou

Escrito por Zé às 23h34
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31/03/2013


Valor relativo

(José Maria Alves Nunes)

 

Sob certas condições perdemos a espontaneidade

Inibimos ações, nos resguardamos.

Cada olhar - e são tantos - vem de janela diferente.

Ângulos diversos, e binóculos dispersos,

oferecem visões ampliadas, ou reduzidas,

verdadeiras, ou deturpadas; julgamentos, suposições.

Apontados; anjos somos, e demônios

Glorificados, excomungados.

Somos tanto

Tudo,

e nada somos.

Talvez pobres gnomos

Personagens irreais de um mundo perverso

adverso, e vil.

Cá pra mim, no final das contas, somados os atos,

juntados os cacos,

sou mero cognato de rato, ou gato,

a depender do balaio onde caio

quando me atiram porta a fora.

Escrito por Zé às 12h29
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