JMpoesias


09/12/2012


Velho tempo novo

            (José Maria Alves Nunes)

 

Pensei o tempo fosse outro

Mas vejo ainda flores mortas

Cobradores batendo às portas

Mendigos pelas calçadas

Crianças de olhos opacos

Políticos ratos

Comunistas desfilando carrões

Artistas correndo chapéus

Enfim...

Mazelas às pampas

Nunca vi tantas

E eu pensei o tempo fosse novo

Escrito por Zé às 22h24
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Desaforos

            (José Maria Alves Nunes)

 

Eu vivo da forma que mereço

E graças a Deus, pra ser feliz,

não preciso de teu apreço

de tua aprovação

de teu perdão.

Vivo ao meu modo, às minhas custas

 fora de alcance de suas garras curtas,

Estou além, nas alturas,

Enquanto te arrastas

Ignóbil, réptil inútil.

Escrito por Zé às 22h23
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Virus metálico

(José Maria Alves Nunes)

 

 Avança veloz e vorazmente sobre as mentes

o atraente poder das mídias

e aniquila a criatividade.

Rendem-se aos holofotes os poetas,

músicos, artistas de toda sorte,

e de toda parte, para infortúnio da arte

que jamais precisou de exposição

senão pelo valor intrínseco

reconhecido dia após dia

ao longo dos anos

até chegar à imortalidade

Escrito por Zé às 22h20
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