A quem escrevo Eu não escrevo para os pessimistas Que só enxergam pedras no caminho Mas para aqueles que ainda ousam sonhar E sabem colher rosa entre os espinhos Escrevo para os bravos que movem as pedras E com as próprias mãos fazem seu destino Aqueles que ao óbvio e ao ócio contrariam E fazem o futuro aparecer menino Eu não escrevo para os homens fracos De luz e esperança no porvir Que se sepultam antes do embate Temendo a espada lhes ferir Escrevo para os destemidos, para os guerreiros Que formam os exércitos do transformar Não se entregam frente aos desafios E lutam bravamente em terra ou alto mar Eu não escrevo para os hipócritas Que pregam a luta e fogem da batalha Mas para aqueles que sobrevivem à guerra E com as próprias mãos se despem da mortalha
Escrito por Zé às 21h35
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De foro íntimo Eu nu, despido de preconceitos com qualquer uma me deito sem decoro ou distinção. Faço amor de olhos fechados, vejo negros cabelos dourados, brancos; ruivos, lisos; encaracolados. Eu nu, despido de pudores não uso distinguir as cores, imagino tua pele branca negra como ébano vejo pretos teus olhos azuis daltônico, não sei as cores que possuis. Eu nu, despido de reticências sou a própria indecência, declamo poemas do Bandeira, murmuro palavras obscenas aos ouvidos de louras ou morenas porque amar é sempre o que vale a pena
Escrito por Zé às 21h33
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