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Com breve aceno,
assim, quase com descaso,
como se nosso caso fosse obra do acaso,
fizeste de tudo pretérito.
Agora o que fazer dessa saudade,
desse cálice transbordado de angústia,
da solidão do quarto vazio,
do cio?
Que fazer desses versos toscos
de tão ingênuos, imbecis
Onde desaguar as águas amargas
desse rio?
Que destino dar aos teus CDs de blues,
aos cactos, trapos, perfumes intactos,
e à fotografia enquadrada
sempre à meia luz?
Escrito por Zé às 18h58
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