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Eu diante do ângulo ótico do vaga-lume politizado Nas noites escuras de minha ignorância Escrito por Zé às 07h18
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Ideais e conquistas
Ah meu camarada; se soubesses... eu já ergui bandeiras, já pintei o rosto, defendi ideais ao som de um poeta conclamando o povo a sair dos quintais. Caminhando e cantando, como sugerido, já derrubei muros que cegavam olhos para os umbrais. Assoviando as canções do novo mundo enfrentei a fúria e a insensatez dos poderosos, dos soldados armados; gritei palavras de ordem contra a opressão; pensamento livre, mesmo trancado entre os muros da prisão. Ah meu camarada, se soubesses... quantos gritos de horror eu escutei, quantos gemidos, quantos vi tombarem em silêncio heróico resistindo às penas com nervos contraídos. E de que valeu a luta, não fosse me livrar da culpa que não pesará impiedosa sobre minhas costas? No entanto, eu queria mais; muito mais que o simples sentimento de dever cumprido e a consciência tranqüila Queria ver o verde da esperança brilhando no olhar dos desvalidos o sorriso alegre no rosto da criança, um povo livre em seu pensar. Apenas isso eu quis quando gritei abaixo a ditadura quando engrossei o coro das “Diretas Já” quando elegi o meu representante quando pintei o rosto e derrubei um presidente; Apenas isso eu quis quando na noite escura protestei nos muros do país. Escrito por Zé às 07h14
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