No dia em que tu fores
(José Maria Alves Nunes)
Que a emoção não turve os meus olhos e impeça de registrar tua imagem na memória na hora do último capítulo de nossa estória. Não sei quando, mas a intuição me diz que esse dia não demora. No entanto, que o pranto por mais esse fracasso não me denuncie quando ao se despedir me deres um abraço. Afinal, lembremos, por exemplo, o que disse Vinicius: “A vida é a arte do encontro, embora pela vida haja tantos desencontros” Certamente encontrarei calor em outros braços.
Não peçamos desculpas. Nem nos prolonguemos. Se assim não for, aumentam os riscos de embaraços. Não! Sejamos breves nas palavras: então ta, valeu, até mais... Nosso romance, algo como relance, logo se desfaz, Igual castelo de areia, laço de camisola ou esmalte sintético em solvente aguarraz Assim, pede monossílabos: ok, tudo bem, siga em paz.
Mas não sei se devo dizer: Deus lhe acompanhe! Pois tenho a leve impressão que ao me vir partir vais abrir um sorriso e estourar champagne. Também, não tenho certeza se quero que um dia encontre alguém que lhe renegue ou se simplesmente desejo com todas as letras que o diabo lhe carregue com seus laços, fitas e cds de reggae. Minha certeza resume-se apenas em pedir que das boas lembranças o tempo se encarregue.
Escrito por Zé às 08h22
[]
[envie esta mensagem]
[ ver mensagens anteriores ]
|