Eu diante do ângulo ótico do vaga-lume politizado

Nas noites escuras de minha ignorância que não trazem sonho; vaga um vaga-lume, vadio, suponho; pois tenta, a todo custo, incutir-me idéias anarquistas. Seus argumentos são sempre os mesmos; lunetas, faróis, pisca-pisca... sempre abrindo clarões. Mas eu na escuridão, tropeço, vacilo; ele, então, compara-me ao grilo, que não tendo luz própria vive a saltar por aí, batendo a cara contra o muro, sem objetivo definido. Fico calado diante de seu riso, Mas nunca me senti tão ofendido.
Créditos: Foto retirada do site http://educar.sc.usp.br/licenciatura/98/keila.html
Escrito por Zé às 12h53
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Prisioneiro
Nas linhas tortas de tuas mãos vejo meus rastros; eles vão até à beira do abismo que limita meu espaço. Inútil tentar a fuga; a única saída é o teu braço, que ao menor sinal de rebeldia aprisiona-me com um abraço
Escrito por Zé às 12h45
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