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Eu novamente Escrito por Zé às 12h23
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E para aqueles que ainda não me conhecem... este sou eu Escrito por Zé às 12h22
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Ideais e conquistas Ah meu camarada se soubesses... Eu já ergui bandeiras, já pintei o rosto, defendi ideais Ao som de um poeta conclamando o povo a sair dos quintais. Caminhando e cantando como sugerido Já derrubei muros que cegavam olhos para os umbrais. Assoviando as canções do novo mundo Enfrentei a fúria e a insensatez dos poderosos, Dos soldados armados, Gritei palavras de ordem contra a opressão, pensamento livre Mesmo trancado entre os muros da prisão. Ah meu camarada se soubesses... Quantos gritos de horror eu escutei, quantos gemidos, Quantos vi tombarem em silêncio heróico Resistindo as penas com nervos contraídos. E de que valeu a luta, não fosse me livrar da culpa Que não pesará impiedosa sobre minhas costas? No entanto, eu queria mais Muito mais que o simples sentimento de dever cumprido Muito mais que a consciência tranqüila Queria ver o verde da esperança brilhando no olhar dos desvalidos O sorriso alegre no rosto da criança, Um povo livre em seu pensar. Apenas isso eu quis Quando gritei abaixo a ditadura Quando engrossei o coro das “Diretas Já” Quando elegi o meu representante Quando pintei o rosto e derrubei um presidente; Apenas isso eu quis Quando na noite escura protestei nos muros do país. Escrito por Zé às 12h13
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A quem escrevo (José Maria Alves Nunes) Eu não escrevo para os pessimistas Que só enxergam pedras no caminho Mas para aqueles que ainda ousam sonhar E sabem colher rosas entre os espinhos Escrevo para os bravos que movem as pedras E com as próprias mãos fazem seu destino Aqueles que ao óbvio e ao ócio contrariam E fazem o futuro aparecer menino Eu não escrevo para os homens fracos De luz e esperança no porvir Que se sepultam antes do embate Temendo a espada lhes ferir Escrevo para os destemidos, para os guerreiros Que formam os exército do transformar Não se entregam frente aos desafios E lutam bravamente em terra ou alto mar Eu não escrevo para os hipócritas Que pregam a luta e fogem da batalha Mas para aqueles que sobrevivem à guerra E com as próprias mãos se despem da mortalha _ Escrito por Zé às 07h14
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Pelo caminho (José Maria Alves Nunes) Dos pés descalços do menino, o rastro deixado sobre o pó da longa estrada adeus castigo, mau-trato, adeus cabo de enxada. Adeus padrasto, adeus cavalo de pau, adeus menina de tranças, adeus canavial. Pôs a perna no mundo. Hoje nas terras do Sul quando insone lhe pega a madrugada surgem em mente as velhas lembranças, as marcas de infância, pedaços de sua própria história, que nem o mais longo tempo apaga da memória. A casa de farinha, ele menino a aboiar, sobre o mourão da porteira olhando vaca cruzar, ouvindo cachorro latir, gavião piar... E quando indiferente lhe chega o dia, pensa na longa estrada, o quanto ainda tem por andar, seca as lágrimas do rosto e põe-se logo a caminhar Escrito por Zé às 07h07
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Olá amigos É com imenso prazer que apresento a vocês o meu blog. Aqui pretendo divulgar alguns escritos de minha autoria e também dos amigos que queiram dispor de mais um canal para expor seus trabalhos. Um grande abraço Escrito por Zé às 12h29
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