JMpoesias


22/12/2011


Meu silêncio (José Maria Alves Nunes)

 

O silencio que faço

é de puro espanto,

de desencanto,

e enorme desapontamento.

Sabe esse descompasso,

hora a pressa,

hora essa angustiante lentidão?

é de tristeza, incredulidade,

e decepção.

Escrito por Zé às 22h40
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Desprezo

 

Que um dia,

meu corpo inerte, sob a lápide fria,

seja banquete de vermes;

os legítimos.

Enquanto vivo,

dispenso aos pretensos,

meu desprezo.

Escrito por Zé às 22h38
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Aos meus queridos amigos visitantes,

Desejo um natal cheio de paz e amor e que 2012 seja de muita harmonia e prosperidade.

Obrigado sempre pelo carinho.

Bjs

Escrito por Zé às 21h26
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09/12/2011


Mosaicos

(José Maria Alves Nunes)

 

E de repente, mais uma vez,

o coração perde o prumo

o rumo

e deixa-se levar

É o amor que, de um salto,

toma-o de assalto

o faz de gato e sapato

e depois me devolve só os pedaços

eu que me vire pra juntar os cacos.

Escrito por Zé às 09h45
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08/11/2011


Desnorteado

 

De repente

vem um anjo caído

e toca meus ombros.

Acordo

e me assombro.

Perdido entre escombros

Não acho saída.

Escrito por Zé às 21h18
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Amor presumido

 

Um dia ainda saberei

Das coisas do amor.

Saberei do fogo

Do gozo

E da morte.

Por fim

Saberei se azar ou sorte

tem quem nunca o encontrou

Escrito por Zé às 21h10
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28/10/2011


Riso

Sejam bem-vindos!

Espero que minhas palavras possam lhes causar alguma emoção.

Obrigado pela visita. Voltem sempre.

Escrito por Zé às 19h59
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15/09/2011


Revelações

 

Sou feliz

Mas tenho vazios

Vazios que ainda nem sei

Ao que se destinam, e se resguardam,

Apenas sinto

E quando isso acontece

Não existe vazio, preenchido do que seja,

Capaz de amenizar as conseqüências

São como doenças sem diagnósticos

Que só o tempo é capaz de curar

Escrito por Zé às 13h05
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14/09/2011


Mutações

 Para Maguinólia Galvão

 

Ao longo da estrada

Entre um e outro aperreio

Fui acrescentando bugigangas ao meu fardo

Até não mais suportá-lo.

Era um rol sem fim

Coisas abstratas, e concretas

Que iam da insegurança em relação ao futuro

a uma medalhinha de metal barato

Presente de meu primeiro amor

Depois, a duras penas, percebi o quão inútil era

A maioria delas

E fui deixando-as pelo caminho.

No princípio, sofri um pouco

Diante da drástica medida

Algumas lágrimas foram inevitáveis

Mas com o tempo acostumei-me com a leveza

Hoje, além do extremamente necessário, só carrego no fardo

Aquilo que a mim se incorpora

Sem me exigir maiores esforços

Escrito por Zé às 13h29
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11/09/2011


Como eu te amo

 

Eu te amo a perder de vista

Até o fim da pista.

Da vida, melhor dizendo.

Te amo assim

Um querer sem fim

Eternamente, do ponto de vista de Vinicius.

Amo você sem sacrifícios

artifícios, freios

mesmo quando perdido no deserto

em busca das trilhas, vias, meios

que me levam aos relevos de teus seios.

Te amo com todos os vícios, fissuras

sem frescuras.

Te amo como te como

Vorazmente, afoito

com vontade, até mais tarde.

Te amo de um jeito

Que já nem sei se ainda te enxergo

mas ainda te amo

Escrito por Zé às 22h19
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10/09/2011


Por vir

 

Ao certo, nem sei o seu nome

Mas já me consome

Um calor intenso, uma ardência

Algo tão indecente,

e incontrolado

Que chego a pedir clemência

Antes de me darem a penitência

Para a purgação do meu pecado

Escrito por Zé às 15h03
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18/08/2011


Nós

 

Você, essa manhã fagueira,

Nascendo.

Eu a tarde caindo

Quase anoitecendo

Tudo tão desigual

incompatível

mas o desejo insiste,

impetuoso, sem sentidos:

surdo, mudo

nos atrai como imã

ignora tudo

 

Escrito por Zé às 22h01
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12/08/2011


Meus queridos amigos,
Feliz da vida, informo a todos vocês que o meu livro "Raízes e Colheitas" encontra-se exposto à venda nas seguintes livrarias do Rio e Região Metropolitana:

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livraria - romanceiro - Niteroi - 21.2719-1116
Livraria do café - shopping da Gavea - 21.2249.3558
Livraria - Gutenberg -Icarai - 21.2714.1727
livraria - Gutenberg - Shopping Boulevard - SG
Livraria da uff - Praia de icarai - www.editora.uff.br - 21.2629.5293

Quem puder me ajudar na divulgação, ficarei imensamente grato.

Beijos e abraços

Escrito por Zé às 21h03
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10/08/2011


Protesto

 

Canto, palavra tão sublime,

não deveria rimar com pranto

Assim como alumbramento

Com sofrimento.

Imagina!

Coisa mais sem graça

Dor rimar com amor!?

Mas, façamos a vida rimar com alegria,

e nenhuma outra rima

reinará acima.

Escrito por Zé às 13h17
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30/07/2011


Como eu te quero

Eu quero você.
Quer você goste ou não.
E daí?
Acaso é proibido te querer?
Quero você, e isso não me dói
Tampouco me corrói
Porque me satisfaço
Com o que tenho ao alcance
Embora nunca me canse
De querer mais e mais.
Quero você
E isso não me adoece
Porque o meu querer só cresce
à medida que se sacia.
Não é um querer,
Digamos  assim...
Sem cabresto,
que foge de  controle
e me consome demasiadamente
corpo e mente.
Não.
Eu quero você
De forma muito consciente

Escrito por Zé às 22h33
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