JMpoesias


08/05/2012


Candeias da fé

 

Segue a lume de pavios

a procissão

Professa com fogo a fé fraturada

Os fiéis, fatigados,

à espera da fartura.

Até quando?

Escrito por Zé às 21h22
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07/05/2012


Acerto

 

Pra terminar você me devolve esta caixa

Com alguns objetos, fotos, lembranças,

Acompanhada de um bilhete:

 

eis aqui tudo que me deste.”

 

Entretanto, ao abrir a caixa

Percebo que você se esqueceu

de devolver, entre outras coisas,

os bons conselhos.

 

Corro pro espelho:

O meu melhor sorriso continua contigo

Pior ainda, de minha juventude nem vestígio

E os abraços, e beijos, onde estão?

 

Os anos, os planos, todos os sonhos, enfim...

Devolva-os, tenho um vazio à espera.

 

 

Escrito por Zé às 18h38
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06/05/2012


Odisséia

 

No vagar das horas

entre um e outro tic-tac

com um linguajar cheio de sotaque

escrevi uma odisséia

Ela principia na renda branca da saia

de uma mulher invisível

e morre nos babados das ondas

que insistem em vestir a praia

Escrito por Zé às 23h15
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Front

 

Faz algum tempo á muiestou à margem

Em paz.

Sai do campo de guerra

E nem sei se para ele volto mais.

Dei-me conta do quão estúpido

É ir pro front, lutar,

sem ao menos saber de seus ideais.

 

Estive pensando

Talvez a condição de ex-combatente

Me deixe mais contente

Quem sabe até consiga plantar um jardim,

Um pomar,

Ouvir passarinhos, ser poeta,

Versejar!?

 

Escrito por Zé às 20h35
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05/05/2012


De nosso amor

 

Eu não saberia dizer

acaso dele você me perguntasse

Às vezes, é tumor maligno, crônico

Ferida aberta, sangrenta

Outras vezes; manso regato,

Fiapo, fraco, imperene

Que ao calor do sol se evapora

Escrito por Zé às 23h50
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25/04/2012


Mutações

 Para Maguinólia Galvão

 

Ao longo da estrada

Entre um e outro aperreio

Fui acrescentando bugigangas ao meu fardo

Até não mais suportá-lo.

Era um rol sem fim

Coisas abstratas, e concretas

Que iam da insegurança em relação ao futuro

a uma medalhinha de metal barato

Presente de meu primeiro amor

Depois, a duras penas, percebi o quão inútil era

A maioria delas

E fui deixando-as pelo caminho.

No princípio, sofri um pouco

Diante da drástica medida

Algumas lágrimas foram inevitáveis

Mas com o tempo acostumei-me com a leveza

Hoje, além do extremamente necessário, só carrego no fardo

Aquilo que a mim se incorpora

Sem me exigir maiores esforços

Escrito por Zé às 21h52
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18/04/2012


Tem gente que mal plantou o milho já quer colher o cuscuz. (JMAN)

Escrito por Zé às 23h40
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17/04/2012


Quase

No correr dos anos

A gente adapta os planos

às possibilidades

Fazemos novos arcabouços                  

De sonhos que caibam nos bolsos

Depois os abortamos em nome da sanidade        

Para evitar frustrações criamos subterfúgios  

seguros refúgios para a imaginação.

Escrito por Zé às 23h35
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16/04/2012


É chato quando a saudade vem e não conseguimos diagnosticar sua origem. A gente fica sem saber qual remédio tomar, e assim ela vai ficando mais aguda.

Pior ainda é descobrirmos a origem da saudade, e saber que o remédio é contra indicado. (José Maria Alves Nunes)

Escrito por Zé às 23h52
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21/03/2012


O horizonte era de um azul infindo, e eu, indo, a beber todo ele, nem percebi quando cruzei a linha de chegada. (José Maria Alves Nunes)

Escrito por Zé às 21h47
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29/01/2012


Bobo Vamos comer poesia para arrotar menos arrogância.

Escrito por Zé às 09h40
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22/12/2011


Meu silêncio (José Maria Alves Nunes)

 

O silencio que faço

é de puro espanto,

de desencanto,

e enorme desapontamento.

Sabe esse descompasso,

hora a pressa,

hora essa angustiante lentidão?

é de tristeza, incredulidade,

e decepção.

Escrito por Zé às 22h40
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Desprezo

 

Que um dia,

meu corpo inerte, sob a lápide fria,

seja banquete de vermes;

os legítimos.

Enquanto vivo,

dispenso aos pretensos,

meu desprezo.

Escrito por Zé às 22h38
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Aos meus queridos amigos visitantes,

Desejo um natal cheio de paz e amor e que 2012 seja de muita harmonia e prosperidade.

Obrigado sempre pelo carinho.

Bjs

Escrito por Zé às 21h26
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09/12/2011


Mosaicos

(José Maria Alves Nunes)

 

E de repente, mais uma vez,

o coração perde o prumo

o rumo

e deixa-se levar

É o amor que, de um salto,

toma-o de assalto

o faz de gato e sapato

e depois me devolve só os pedaços

eu que me vire pra juntar os cacos.

Escrito por Zé às 09h45
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