Meu silêncio (José Maria Alves Nunes) O silencio que faço é de puro espanto, de desencanto, e enorme desapontamento. Sabe esse descompasso, hora a pressa, hora essa angustiante lentidão? é de tristeza, incredulidade, e decepção.
Meu silêncio (José Maria Alves Nunes) O silencio que faço é de puro espanto, de desencanto, e enorme desapontamento. Sabe esse descompasso, hora a pressa, hora essa angustiante lentidão? é de tristeza, incredulidade, e decepção.
Desprezo Que um dia, meu corpo inerte, sob a lápide fria, seja banquete de vermes; os legítimos. Enquanto vivo, dispenso aos pretensos, meu desprezo.
Aos meus queridos amigos visitantes,
Desejo um natal cheio de paz e amor e que 2012 seja de muita harmonia e prosperidade.
Obrigado sempre pelo carinho.
Bjs
Zé
(José Maria Alves Nunes)
E de repente, mais uma vez,
o coração perde o prumo
o rumo
e deixa-se levar
É o amor que, de um salto,
toma-o de assalto
o faz de gato e sapato
e depois me devolve só os pedaços
eu que me vire pra juntar os cacos.
Desnorteado
De repente
vem um anjo caído
e toca meus ombros.
Acordo
e me assombro.
Perdido entre escombros
Não acho saída.
Amor presumido
Um dia ainda saberei
Das coisas do amor.
Saberei do fogo
Do gozo
E da morte.
Por fim
Saberei se azar ou sorte
tem quem nunca o encontrou

Sejam bem-vindos!
Espero que minhas palavras possam lhes causar alguma emoção.
Obrigado pela visita. Voltem sempre.
Zé
Revelações
Sou feliz
Mas tenho vazios
Vazios que ainda nem sei
Ao que se destinam, e se resguardam,
Apenas sinto
E quando isso acontece
Não existe vazio, preenchido do que seja,
Capaz de amenizar as conseqüências
São como doenças sem diagnósticos
Que só o tempo é capaz de curar
Mutações
Para Maguinólia Galvão
Ao longo da estrada
Entre um e outro aperreio
Fui acrescentando bugigangas ao meu fardo
Até não mais suportá-lo.
Era um rol sem fim
Coisas abstratas, e concretas
Que iam da insegurança em relação ao futuro
a uma medalhinha de metal barato
Presente de meu primeiro amor
Depois, a duras penas, percebi o quão inútil era
A maioria delas
E fui deixando-as pelo caminho.
No princípio, sofri um pouco
Diante da drástica medida
Algumas lágrimas foram inevitáveis
Mas com o tempo acostumei-me com a leveza
Hoje, além do extremamente necessário, só carrego no fardo
Aquilo que a mim se incorpora
Sem me exigir maiores esforços
Como eu te amo
Eu te amo a perder de vista
Até o fim da pista.
Da vida, melhor dizendo.
Te amo assim
Um querer sem fim
Eternamente, do ponto de vista de Vinicius.
Amo você sem sacrifícios
artifícios, freios
mesmo quando perdido no deserto
em busca das trilhas, vias, meios
que me levam aos relevos de teus seios.
Te amo com todos os vícios, fissuras
sem frescuras.
Te amo como te como
Vorazmente, afoito
com vontade, até mais tarde.
Te amo de um jeito
Que já nem sei se ainda te enxergo
mas ainda te amo
Por vir
Ao certo, nem sei o seu nome
Mas já me consome
Um calor intenso, uma ardência
Algo tão indecente,
e incontrolado
Que chego a pedir clemência
Antes de me darem a penitência
Para a purgação do meu pecado
Nós Você, essa manhã fagueira, Nascendo. Eu a tarde caindo Quase anoitecendo Tudo tão desigual incompatível mas o desejo insiste, impetuoso, sem sentidos: surdo, mudo nos atrai como imã ignora tudo
Meus queridos amigos,
Feliz da vida, informo a todos vocês que o meu livro "Raízes e Colheitas" encontra-se exposto à venda nas seguintes livrarias do Rio e Região Metropolitana:
livraria - eldorado - tijuca - (21)2569-4747
livraria - romanceiro - Niteroi - 21.2719-1116
Livraria do café - shopping da Gavea - 21.2249.3558
Livraria - Gutenberg -Icarai - 21.2714.1727
livraria - Gutenberg - Shopping Boulevard - SG
Livraria da uff - Praia de icarai - www.editora.uff.br - 21.2629.5293
Quem puder me ajudar na divulgação, ficarei imensamente grato.
Beijos e abraços
Zé
Protesto
Canto, palavra tão sublime,
não deveria rimar com pranto
Assim como alumbramento
Com sofrimento.
Imagina!
Coisa mais sem graça
Dor rimar com amor!?
Mas, façamos a vida rimar com alegria,
e nenhuma outra rima
reinará acima.